Pular para o conteúdo principal

Postagens

A luta pela consciência negra é um dever dos capoeiristas.

A luta pela consciência negra é um dever dos capoeiristas. No último dia 20 de novembro, no Lar Fabiano de cristo, em Bayeux, onde trabalha há 23 anos o Contra Mestre Marivan, foi desenvolvida uma atividade sobre a consciência negra, com um debate, onde participei como entrevistado e que foi transmitido em reunião pela internet, para membros internos do Lar e também gravado para o Instagram. É o Encontro afro, desenvolvido há 14 anos nesta instituição. Através dos perfis @geraangola e @jequitibaa é possível ver a gravação desses dois dias e fotos.    O contra mestre Marivan já trabalha há alguns anos com dois grupos percussivos, o Orin Asé e Os Crioulos, que tocam Samba Reggae, principalmente. Dentro de sua sala funcionam aulas de percussão, capoeira, dança afro e os jovens matriculados são atendidos e podem ingressar nas oficinas, onde saem com um proveitoso conhecimento dessas práticas afro-brasileiras e cri...

O Ponto de Cem Réis Afroindígena.

  Um lugar mágico, que foi onde primeiro conheci através dos palcos de shows de São João da prefeitura de João Pessoa e Festa das Neves, palcos de verão... Certo dia estava no Cem Réis e não lembro por que, muito cedo, iria fazer algo pelo centro e lá estavam as pessoas mais curiosas que já pude ver, jogando debaixo das duas árvores da entrada, alguns em situação de rua, mendigos, um homem de macacão sujo de tintas coloridas parecendo um pintor, outros deficientes físicos, um outro com a perna maior do que o tronco e enfim, toda a classe mais baixa da sociedade e excluída que habita as ruas vivendo ali no começo da manhã, pegando a sopa distribuída e sobrevivendo de seus produtos. Ao meio dia, chegando no Cem Réis com o sol rachando   o côco, pois é um pátio enorme e plano, imitando um lugar aí da Europa que não sei aonde é mas basta pesquisar aí na net que tem, é possível ver os sobreviventes da terra do sacode (cada um se vira como pode) vendendo qualquer coisa e o Brasi...

Vamos Cirandar (1972) e Lia de Itamaracá – Ciranda sem Fim (2019).

  Gosto de colecionar discos e ler resenhas sobre os mesmos e percebi o quanto é relativamente difícil encontrar resenhas de discos da cultura popular. Lembro quando conheci pela primeira vez um blog dedicado ao acervo de discos em Lp de música Afro Brasileira, Capoeira, Umbanda, Candomblé e assim por diante. Fiquei muito entusiasmado e me trouxe muito conhecimento, aliás foi até um incentivo na época para que eu adentrasse na Capoeira: https://acervotambor.blogspot.com/ . Com essa relativa falta de resenhas sobre discos da cultura popular resolvi falar aqui de dois Lps que adquiri: um é Vamos Cirandar (1972), que é uma coletânea de Cirandas autênticas de Pernambuco e outro, de 2019, lançado pela Três Selos, que é Lia de Itamaracá – Ciranda sem Fim. É difícil falar desses dois discos sem falar de Pernambuco e da Paraíba, dois celeiros da Ciranda no litoral nordestino, o mar, as lavadeiras, as pescas e os canaviais, esse cenário paradisíaco, mas também marcado pelo período ...